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terça-feira, 30 de julho de 2013

PREPOSIÇÃO - Um corpo codificado!


ALDEIA - SESC GUERREIRO DAS ALAGOAS - 2013 - Em agosto! 

AGUARDEM!


 
Um brinde aos nossos afetos!
É assim que transbordo minhas palavras a esse projeto. Com tamanho apego a esses “afetos” é que pretendo iniciar o cair das minhas ações dirigidas a esse trabalho performático PREPOSIÇÃO – Um corpo codificado! Na ideia de fazer desse apego um subjetivo, e também sugestivo, pré-retrato de certo desconforto ao encarar uma problemática da questão homo nos nossos dias.
Somos conhecidos por um código de barras. Cada um de nós possui um código. Que passa e ultrapassa ao olho nu. A questão da homossexualidade no nosso cotidiano me parece estar sendo conduzida para um caos, onde não me encaixo e me sobreponho num abismo de incertezas. É estando nessas mesmas incertezas que busco aqui uma PREPOSIÇÃO no seu sentido mais apropriado da palavra – relação entre dois termos.
E, me lanço numa pergunta tentando responde-la em público: Ser homossexual hoje, que gosto tem? E sobre essa premissa a performance se sucederá transitando entre teatro, dança, áudio visual e música.
A realidade por vez obriga ao artista a projetar em sua arte suas inquietudes e recebe de volta um caminho possível de mudança.
Acredito que a performance, por todas as suas características ideológicas e formais tratadas e vivenciadas ao longo desse trabalho se configura como um caminho possível para uma busca humana, individual e coletiva rumo a evolução. Não penso com esse trabalho, ou com nenhum outro, transformar a humanidade nem conscientizá-la de todo o mal que existe no sentido do preconceito que nos rodeia e que rodeia a questão da homossexualidade nos dias atuais. Não penso, entretanto, em “levantar bandeira” sobre a mesma. Apenas penso que trabalhando meus questionamentos e minhas inquietações pessoais possa transmitir/comunicar um sentimento de falta, de exclusão da sociedade, uma barreira a ser quebrada intimamente. Que antes seja em mim para que possa alcançar o próximo.
Mary Vaz

quinta-feira, 9 de maio de 2013

PREPOSIÇÃO - Um corpo codificado!

Dia 14 de Maio - Dia Alagoano do Teatro
Mary Vaz (foto) na performance "PREPOSIÇÃO", às 21h30 no pátio externo do Teatro Deodoro - ENTRADA FRANCA
às 20h00 - "Balanço Final", com José Marcio Passos no Teatro Ascom Deodoro
às 22h00 - Nara Cordeiro acompanhada por Adriano Santos e Anderson Roque, canta MPB no pátio externo do teatro.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Performance PREPOSIÇÃO - Um corpo codificado!


 Performance : PREPOSIÇÃO – Um corpo codificado.








Não o chame incerteza, chama-o assombro.
Não o chame insegurança, chama-o liberdade.
Osho – Artigo (Coragem o prazer de viver perigosamente).

Um brinde aos nossos afetos!
É assim que transbordo minhas palavras a esse projeto. Com tamanho apego a esses “afetos” é que pretendo iniciar o cair das minhas ações dirigidas a esse trabalho performático PREPOSIÇÃO – Um corpo codificado. Na ideia de fazer desse apego um subjetivo, e também sugestivo, pré-retrato de certo desconforto ao encarar uma problemática da questão homo nos nossos dias.
Somos conhecidos por um código de barras. Cada um de nós possuiu um código. Que passa e ultrapassa ao olho nu. A questão da homossexualidade no nosso cotidiano me parece estar sendo conduzida para um caos, onde não me encaixo e me sobreponho num abismo de incertezas. É estando nessas mesmas incertezas que busco aqui uma PREPOSIÇÃO no seu sentido mais apropriado da palavra – relação entre dois termos- segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda. E, me lanço numa pergunta tentando respondê-la em público: Ser homossexual hoje, que gosto tem?



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Adote-me por Eliana Kefalás


Projeto Domínio Público – Texto para Vernissage Arte/Urbanidade 2

Eliana Kefalás
 (Docente da Faculdade de Letras – UFAL)












adote-me
                                               mary vaz

“A vida continua e ela não é fácil, precisa de força
E o medo eu vou deixar bem aqui
No alto” (Mary Vaz)

Mas pra onde vais, Mary Vaz?

O seu caminho nos faz mais vitais
A sua dança é a da lágrima que inunda nossa casa
Nos perdemos em você
E depois não podemos voltar mais
O caminho é o do tropeço
Aquele que nos vira do avesso

Os pés dançam perto da sombra
Assombram
Uma palavra se perde no caminho da outra
Elas encontram encruzilhadas
Labirintos
Se misturam
Se desfiguram

“A vida continua e ela não é fácil, precisa de força
E o medo eu vou deixar bem aqui
No alto” (Mary Vaz)

A vida continua e ela não é fácil, precisa de medo
E a força eu vou deixar bem aqui
No alto

A força continua a vida e ela não é fácil, precisa do alto
Eu vou deixar bem aqui
O medo

O medo continua bem aqui
No alto
A força precisa de vida
Ela não é fácil

Eu vou deixar a vida
Bem aqui
No alto do medo
continua

A vida é precisa bem aqui
Eu vou deixar
Não continua
É fácil o medo no alto

A força aqui precisa
De medo
Não é fácil
No alto
Eu vou deixar
A vida
Eu vou deixar a vida bem
Não é fácil
O medo aqui
Continua

“A vida continua e ela não é fácil, precisa de força
E o medo eu vou deixar bem aqui” (Mary Vaz)

Pra onde, pra onde você vai, Mary Vaz?

A sua performance é poema, vídeo – um problema?
Matemática sem solução?
A soma do capital que não resolve não
O dinheiro não sustenta a vida
Eu também quero me enfiar num pote de barro e virar planta
Quem sabe assim o mundo sossega mais
Pára mais
Desiste de caminhar
Volta o tempo pra trás
Você se fez pedra no meio do caminho
Pedra no sapato
A sua voz é pedra no sapato da gente
Quer que eu me reinvente?
Nem que eu tente
Não tenho a sua estrada
O seu pote de mágoa
A coragem da lágrima amarga
Que a tela não apaga
Mas uma coisa fica
Suas palavras
Suas palavras revolvem a gente
Embaralham a vista
E pedem que não se desista

Suas palavras caminham no videopoedança,  Mary Vaz,
Mas pra onde, pra onde vais?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

2ª Etapa de Domínio Público - Praça Santa Tereza - Vergel do Lago/Maceió/Al.

Nesse evento, segunda etapa do projeto Domínio Público premiado pela Funarte - Klauss Vianna 2011 será exibido o vídeo da PERFORMANCE - ADOTE-ME.

Performance esta, onde discorro parte da minha trajetória de vida em busca de uma moradia.


"O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente".

Mario Quintana